terça-feira, 10 de junho de 2025

Texto IA (Ana Alícia)

O desamparo no tempo das multidões

Nunca estivemos tão cercados — e tão sós. As ruas se enchem de passos apressados, os ônibus transbordam de corpos cansados, as redes sociais explodem em palavras e imagens. Mas, no fundo, há um silêncio gritante.

Vivemos no tempo das multidões: estamos em todo lugar, menos em nós mesmos. As conexões se multiplicam, mas o afeto virou notificação. O amigo está online, mas não responde. O outro está perto, mas não ouve. E o peito aperta, calado, no meio da gente.

É curioso como o olhar do outro se tornou raro. Todos passam, ninguém vê. E quem vê, julga. O homem sentado na calçada não é um drama: é um incômodo. A moça chorando no metrô não desperta empatia: desperta pressa.

Ser humano hoje é um ato de resistência. Resistir à indiferença, à comparação constante, ao cansaço emocional que nos esvazia por dentro. É como gritar em um estádio lotado e perceber que ninguém escuta.

O desamparo, hoje, não vem da ausência. Vem da presença vazia.

E talvez o maior gesto de coragem seja parar… e realmente ver alguém.   

CONCLUSÃO: Talvez, então, o caminho para escapar desse desamparo não esteja em procurar multidões maiores, mas em buscar presenças verdadeiras — aquelas que escutam, que acolhem, que olham nos olhos sem pressa. Porque no meio do barulho do mundo, o que salva ainda é o silêncio de um abraço, o calor de uma escuta, a coragem de dizer: “eu estou aqui, de verdade.”

Crônica - chuvas (Ana Alícia)

Crônica sobre a chuva em Fortaleza

“Quando a cidade chora”

Em Fortaleza, a chuva não chega como quem pede licença. Ela vem como uma visita que esqueceu que estava atrasada. Quando o céu escurece no meio da tarde e o vento levanta poeira com cheiro de terra molhada, todo fortalezense já sabe: é hora de correr.

A cidade, tão solar, estranha esse cinza súbito. Guarda-chuvas se abrem como flores nervosas. Crianças param para ver as poças se formarem — e, às vezes, mergulham nelas com um tipo de alegria que só a infância entende.

Mas a chuva aqui também revela rachaduras. Ruas viram rios, ônibus se transformam em barcos aflitos, e a pressa da cidade afunda em cada esquina alagada. A poesia vira caos. E mesmo assim, há beleza. Uma senhora observa a água cair, protegida por uma rede na varanda. “É Deus refrescando o mundo”, ela diz.

Em Fortaleza, a chuva é protesto e alívio, castigo e bênção. Ela nos lembra que até o céu, de vez em quando, precisa desabar.

Notícia - Chuva (Ana Alícia)

Reportagem sobre a chuva em Fortaleza

Chuvas intensas causam alagamentos e transtornos em Fortaleza

Fortaleza, CE — As fortes chuvas que atingiram Fortaleza nos últimos dias têm causado diversos transtornos à população. Entre os principais problemas estão os alagamentos em vias de grande circulação, deslizamentos de terra e queda de energia em alguns bairros da capital cearense.

De acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), foram registrados acumulados superiores a 100 mm em apenas 24 horas em pontos como Messejana e Barra do Ceará. A Defesa Civil contabilizou mais de 120 ocorrências relacionadas à chuva entre segunda e quarta-feira.

“O sistema de drenagem urbana não suporta esse volume em tão pouco tempo”, explica o engenheiro civil Marcos Vidal. “Precisamos de investimentos em infraestrutura e, principalmente, em planejamento urbano de longo prazo.”

Enquanto isso, moradores enfrentam dificuldades. Na comunidade do Lagamar, famílias tiveram que deixar suas casas por conta da elevação do nível da água. “Perdi quase tudo. A água levou meus móveis e documentos”, relata dona Maria, de 62 anos.

A Prefeitura de Fortaleza informou que equipes da Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura estão mobilizadas para atender as ocorrências e minimizar os impactos das chuvas.

Resenha - A História Verdadeira (Ana Alícia)

 Resenha do filme “A História Verdadeira” (The True Story, 2015)

Verdades distorcidas: um suspense silencioso e inquietante

Baseado em fatos reais, A História Verdadeira narra o encontro improvável entre Michael Finkel (Jonah Hill), um jornalista desacreditado, e Christian Longo (James Franco), um homem acusado de assassinar sua própria família.

A trama se desenvolve com sutileza, apostando mais no diálogo e no desconforto do que em reviravoltas óbvias. Finkel, em busca de redenção profissional, vê em Longo uma chance de reconstruir sua carreira. Mas, aos poucos, se vê preso numa teia de manipulação, onde as fronteiras entre verdade e mentira se tornam perigosamente nebulosas.

O filme brilha na construção de tensão psicológica. A direção evita exageros e aposta no silêncio — nos olhares, nas pausas e na ambiguidade dos personagens. James Franco entrega uma performance inquietante, fazendo do espectador um cúmplice involuntário de suas confissões calculadas.

Mais do que uma história criminal, A História Verdadeira é uma reflexão sobre ética, vaidade e o poder das palavras. Até que ponto estamos dispostos a acreditar numa boa história... mesmo que ela não seja verdadeira?

Resenha - A História Verdadeira (Brena)

A teia da verdade em "A História Verdadeira" 

Baseado em eventos chocantes da vida real, "A História Verdadeira" (True Story) é um drama de suspense lançado em 2015 que mergulha nas complexas e por vezes turvas águas da verdade, da mentira e da manipulação. O filme nos apresenta a um intrigante jogo de gato e rato psicológico, embalado por atuações potentes de Jonah Hill e James Franco. 

A trama se desenrola a partir de Michael Finkel (Jonah Hill), um outrora aclamado jornalista do New York Times cuja carreira desmorona após uma reportagem fabricada. Em seu ostracismo profissional, Finkel é surpreendido pela notícia de que Christian Longo (James Franco), um homem procurado pelo FBI pelo assassinato brutal de sua esposa e filhos, foi capturado vivendo no México sob a identidade de Michael Finkel. Intrigado e vislumbrando uma chance de redenção, Finkel decide investigar Longo, que, já preso, expressa o desejo de contar sua "verdadeira história" exclusivamente ao jornalista. 

O que se segue é um mergulho fascinante na psique de dois homens. Finkel, desesperado por um furo jornalístico, se envolve em uma relação perigosa com Longo. As entrevistas na prisão se tornam um campo de batalha intelectual, onde cada palavra é pesada e cada revelação é questionada. Longo, com sua fala mansa e olhar intenso, se mostra um mestre da ambiguidade, construindo uma narrativa que flutua entre a confissão e a completa negação, plantando dúvidas e fascínio no jornalista.

"A História Verdadeira" brilha na forma como explora os limites da credibilidade e da ética. O espectador é levado a questionar constantemente: quem está dizendo a verdade? Quão longe um jornalista irá para conseguir sua história? E, acima de tudo, o que realmente aconteceu naquela terrível noite? A direção sóbria de Rupert Goold potencializa o clima de suspense, focando nos diálogos e nas expressões faciais que revelam mais do que mil palavras. 

As atuações são o coração do filme. Jonah Hill entrega uma performance contida e complexa, transmitindo a vulnerabilidade e a obsessão de Finkel de forma convincente. Mas é James Franco quem realmente se destaca, criando um Christian Longo assustadoramente carismático e enigmático. Ele consegue ser ao mesmo tempo repulsivo e atraente, um homem capaz de atos hediondos que ainda assim consegue manipular e seduzir aqueles ao seu redor. A química entre Hill e Franco é palpável e eleva o nível do suspense psicológico. 

Embora o ritmo possa ser um pouco lento em alguns momentos, "A História Verdadeira" compensa com sua trama envolvente e suas reflexões sobre a natureza da verdade e a linha tênue entre a percepção e a realidade. É um filme que não oferece respostas fáceis, preferindo instigar a reflexão e deixar o público com a incômoda sensação de que a verdade, às vezes, é mais estranha e complexa do que a ficção.

Notícia Chuva (Brena)

Regiões Brasileiras em Alerta: Chuvas Intensas Trazem Preocupação e Demandam Atenção Contínua 

Fenômenos climáticos extremos se tornam mais frequentes, exigindo medidas urgentes de adaptação e mitigação. 

As recentes precipitações em diversas partes do Brasil têm acendido o alerta para a crescente frequência e intensidade dos fenômenos climáticos extremos. Enquanto algumas áreas celebram a chegada da água após períodos de seca, outras enfrentam desafios significativos com inundações, deslizamentos e interrupções em serviços essenciais. 

Especialmente no Sul do país, que ainda se recupera de eventos pluviométricos sem precedentes ocorridos em 2024, a atenção permanece redobrada. Dados indicam que as chuvas históricas do ano passado, que causaram a maior catástrofe climática do Rio Grande do Sul, foram um indicativo de uma nova realidade climática que o Brasil precisa enfrentar. Cientistas e meteorologistas apontam para uma tendência de aumento na frequência de eventos de chuvas extremas em diversas regiões, impulsionada por fatores como as mudanças climáticas globais e fenômenos naturais como o El Niño, que afetam diretamente os padrões de precipitação. 

As consequências dessas chuvas vão além dos danos materiais. Interrupções no abastecimento de água e energia, bloqueios de estradas, e o deslocamento de milhares de famílias tornam-se cenários recorrentes. As defesas civis estaduais e municipais têm trabalhado incansavelmente no monitoramento, resgate e assistência às comunidades afetadas, mas a escala dos desafios exige uma resposta ainda mais robusta e integrada. 

Especialistas ressaltam a urgência de investimentos em infraestrutura resiliente e em políticas públicas de prevenção. Projetos de macrodrenagem, contenção de encostas e sistemas de alerta precoce são cruciais para minimizar os impactos e proteger vidas. Além disso, a conscientização da população sobre áreas de risco e a importância de planos de emergência são fundamentais. À medida que o Brasil se adapta a um clima em constante mutação, a colaboração entre governos, setor privado e sociedade civil será essencial para construir um futuro mais seguro e resiliente diante das forças da natureza. A chuva, vital para a vida, também nos lembra da nossa vulnerabilidade e da necessidade de agir com sabedoria e previsão.

Resenha - O escândalo (Brena)

O Escândalo: O Eco do Silêncio Quebrado 

A primeira coisa que nos atinge em "O Escândalo" não é o grito, mas o silêncio. Um silêncio ensurdecedor, que permeia os escritórios da Fox News e aterroriza suas funcionárias. É um silêncio cúmplice, forjado pelo medo e pela hierarquia, que permitiu a Roger Ailes construir um império sobre os ombros e a dignidade das mulheres. O filme não apenas mostra o abuso; ele nos faz sentir a opressão, o olhar incômodo, a "dança da sedução" imposta, a sensação de que cada passo na carreira poderia custar um pedaço da alma. 

Charlize Theron, com uma maquiagem prostética assombrosa, não incorpora Megyn Kelly; ela é Megyn Kelly. A postura arrogante, a voz firme no ar, a fragilidade interna que a dúvida e o medo começam a corroer. É fascinante observar a jornada dessa jornalista, que, no auge de sua visibilidade, se vê enredada na mesma teia que outras. A cena do debate republicano, com a pergunta incômoda de Kelly a Trump, é um prelúdio para a tempestade pessoal que se avizinha. Ela é a ponta do iceberg, a primeira a desafiar publicamente o status quo, mesmo que Ailes não fosse o alvo direto ali. 

 E então, temos Gretchen Carlson, a corajosa figura interpretada com uma dignidade pungente por Nicole Kidman. É dela o primeiro grito, a primeira rachadura no muro de omissão. Carlson não tinha a mesma visibilidade de Kelly, mas sua decisão de ir a público, de denunciar, foi o estopim. O filme nos mostra a solidão de sua batalha, a dificuldade de ser a pioneira, a que se arrisca a ser vista como a "louca" ou a "oportunista". Seu isolamento, a forma como é silenciada antes de explodir, é um retrato cruel da cultura que o filme se propõe a desvendar. 

 Mas o coração que sangra e nos fisga de verdade é Kayla Pospisil, a jovem e ambiciosa produtora interpretada por Margot Robbie. Kayla é a representação de tantas. O filme não a sexualiza gratuitamente; ele nos mostra a exploração da ambição, a forma como Ailes manipulava o desejo de sucesso para impor sua perversão. A cena em que ele a pede para "girar" e depois levantar a saia é de um desconforto avassalador. Vemos a inocência se quebrar, a esperança se transformar em trauma. O desespero nos olhos de Kayla, a tentativa de se recompor, a dúvida sobre se ela é ou não culpada por ter se submetido, tudo isso é visceral e doloroso. 

"O Escândalo" não é um filme de heroínas perfeitas. Pelo contrário, mostra a complexidade das escolhas, as reticências, os cálculos que mulheres, e homens, fazem em ambientes tóxicos. Ele critica o silêncio complacente, a cultura de cumplicidade que protegia os abusadores. A forma como a rede tentava controlar a narrativa, difamar as vítimas, tudo isso é exposto com uma clareza que assusta, pois ecoa com a realidade que ainda persiste em muitos lugares. 

 Não é um filme que oferece soluções fáceis, mas sim um espelho. Um espelho que reflete as sombras do poder, a tenacidade das vítimas e a importância da solidariedade. Ele nos lembra que para desmantelar estruturas de abuso, é preciso coragem, não apenas de quem denuncia, mas também daqueles que estão dispostos a ouvir e a apoiar. E, mais importante, nos faz questionar: quantas "Kaylas" ainda estão girando, em silêncio, em algum lugar? Essa é a pergunta que "O Escândalo" nos deixa, um incômodo necessário para que o tapete seja, finalmente, limpo.

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Reportagem chuva.

 Chuva intensa provoca alagamentos em Fortaleza.  

Fortaleza, 18 de abril de 2023 - Por Redação.

Uma forte chuva atingiu a cidade de Fortaleza na manhã desta quarta-feira (18), provocando alagamentos em diversos bairros da região, deixando o trânsito lento em ruas de grande movimento, como as avenidas Dom Manuel, Aguanambi e Bezerra de Menezes.

Moradores relataram dificuldades ao sair de casa e chegar ao trabalho. "Minha rua ficou tomada pela água essa manhã, esperei mais de 40 minutos para diminuir e finalmente andar até a parada mais próxima", disse Rafaela Alves, moradora do bairro Benfica.

A Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos), alerta ainda para a possibilidade de chuvas intensas nos próximos dias, resultado da atuação de um sistema de instabilidade atmosférica na faixa litorânea do estado. A recomendação é acompanhar os canais oficiais para atualizações. 

Crônica Chuva

No ritmo da chuva.

      Dia 27 de fevereiro amanheceu ensolarado, pássaros cantando em árvores ao lado do condomínio Flor Maria, nas ruas das raposas, conhecida como a mais tranquila e sonolenta rua. Clarisse acorda incomodada, sente Maia, sua gatinha lambendo seus pés e miando. Ela deduz que a gatinha está com fome, levanta tropeçando em seus livros jogados no chão, caminha até a cozinha para achar o potinho de ração, põe a ração e um pouco mais de água para a gata, senta ao seu lado a acariciando, desanimada a menina fala " Queria que chovesse". Maia mia e volta a comer.
      A menina vai até a porta do quintal, avistando sua mãe sentada em uma cadeira de balanço, tomando café, focada em mais um livro dessa semana. Clarisse se aproxima e resmunga "Queria que chovesse". A mãe ignora, como sempre fazia com a menina.
      Voltando para dentro de casa, a garota caminha até o escritório do pai, apenas observa pela fresta da porta, cochicha "Queria que chovesse", mas o pai não escuta. A menina volta para seu quarto cabisbaixa, abre a janela e encosta sua cabeça, olhando para o céu. Sente algo subindo em sua mão, uma joaninha. Clarisse fala "Queria que chovesse", a joaninha voa para o céu, e a menina finamente sente as gotas em seu rosto.

João Fellipe | Reportagem sobre Chuva

 Nessa sexta-feira (6), os alunos de uma Escola Estadual de Fortaleza reclamam do alagamento causado pelas fortes chuvas. Segundo eles, há anos que o colégio se encontra nessa realidade.

Os estudantes da Escola Estadual Liceu do Ceará, relatam fortes alagamentos pelo meio da escola. "Até na biblioteca cai água do teto. Nem lá estamos salvos. Quero saber como que estará os nossos livros que estão lá" disse a pré-universitária Renata Vasconcelos.

A escola não quis entrar em contato com a nossa equipe jornalística, mas conseguimos falar com os membros da União Estudantil de Fortaleza (UNEFORTE), que há anos vêm lutando para a melhoria do ensino público na cidade. Segundo o presidente da entidade Gabriel Nepomuceno, "O Liceu do Ceará não é a única escola que passa por situações como essa. Outras escolas da cidade também sofrem com o problema de alagamento. Isso se deve graças à falta de investimento educacional para a manutenção da estrutura das escolas".

Segundo ele, também, o Governo do Estado do Ceará deveria se preocupar mais com as estruturas das escolas do estado. Que as mudanças estruturais devem acompanhar a evolução climática e social.

João Fellipe | Crônica: Dia chuvoso

Dia de chuva no Justiniano

 O dia era 22 de março de 2023. Estávamos no auge do nosso ensino médio. Eu e os meu colega do Colégio Estadual Justiniano de Serpa resolvemos viver um momento de adrenalina muito forte para ficar guardado para sempre em nossas memórias. Essa é a história, de como um dia de chuva, suspendeu 11 alunos de uma vez. 

Era um dia muito chuvoso, por conta de algumas reuniões, nós tivemos duas aulas livres antes do almoço. Saímos todos de sala, primeiros, segundos e terceiros... tomamos banho de chuva como se não houvesse amanhã. Até porque, não era proibido (pelo menos naquela época). Com a escola inteira nos olhando, queríamos chamar um pouco de atenção para nós, já que os terceiros anos não causavam entretenimento para a gente. Nada foi marcado, nada foi planejado. Creio que o que nos ocasionou a tomar essa decisão foi nossa energia de nostalgia, e uma vontade muito grande de fazer história.

Começou com dois alunos, eles eram do 2° C, uma sala no lado da minha. Aquilo serviu como gancho para que outras pessoas do segundo ano - que naquela época, pular na piscina da escola sem uma autorização nos concedia à EXPULSÃO - a quererem se arriscar também. Uma colega da minha sala, uma das que mais causava problemas, resolveu pular também. Seu amigo do terceiro ficou aos berros com o que tinha acontecido. Não demorou muito para que um casal de amigos do 2° A pulassem também. Bem, eu nunca fui de me envolver em situações que arriscassem sujar minha ficha estudantil, para falar a verdade, acho que só recebi uma advertência na agenda na minha primeira série do fundamental. Até que eu ouço uma simples frase de 5 palavras que me deu uma coragem que nem sabia que tinha: "Só se vive uma vez". Hoje em dia, posso contar nos dedos quantas vezes me prejudiquei por causa dessa frase e, aquele dia, está no topo da contagem. Eu e outros alunos inteligentes - aqueles que não conversavam com muita gente - resolvemos arriscar nosso perfil de "meninos quietos e exemplares" naquele dia. Nós (eu e outros 4) contamos até três e pulamos na piscina. O arrependimento tomou conta de mim no mesmo instante. Logo depois, mais um menino da minha sala pulou junto, nada muito marcante mas ele também entrou para a lista de suspensos.

Naquele mesmo dia, fomos chamados na sala da coordenação. O olhar de decepção daqueles que nos esperavam maturidade em situações como aquelas nos envolvia por completo. Foi minha primeira vez sendo suspenso, levando bronca de diretora, que ligaram para minha mãe, tudo junto e misturado. Achei que levaria uma bronca quando chegasse em casa, mas na verdade, minha mãe super entendeu. Disse algo como "Isso é coisa de jovem" e ainda ficou incrédula que nos suspenderam por um, segundo ela, motivo "besta" desses, tendo em vista a realidade dos outros alunos daquele colégio. 

Após aquele dia, não podia-se mais tomar banho de chuva na escola. Então querendo ou não, mudamos a história do colégio. Ficaram com raiva da gente, no início. Mas hoje em dia, já formados, nem ligamos mais.

Melissa Venâncio | Release

 Com seu lançamento previsto para 4 de julho na biblioteca pública infantil Herbênia Gurgel em Fortaleza-CE, a adaptação infantil de “O Capital” explica economia de forma leve e acessível para crianças. 


O livro “O Capital para Crianças” chega ao mercado com a proposta de apresentar às crianças, de maneira leve e sensível, os conceitos de economia, trabalho, consumo e desigualdade social, tornando-os compreensível para os pequenos leitores 


Inspirada na clássica obra de Karl Marx, a versão infantil apresenta uma narrativa simples em combinação com ilustrações coloridas.


o livro é uma criação do autor Lucas Andrade, com artes de Rafa Campos, e publicado pela Editora Pequeno Pensador. A obra estimula o pensamento crítico desde cedo, propondo reflexões sobre o mundo ao redor de maneira lúdica e educativa.


Contato para a imprensa:


Pequeno Pensador

imprensa @pequenopensador.com.br


Melissa Venâncio | Texto IA

 Crônica: Multidões Solitárias


Na metrópole, a solidão veste terno, anda apressada e usa uma máscara como escudo. o ritmo é acelerado, robotizado e cronometrado. Está nos olhos que se fecham por exaustão, que choram somente quando há tempo,  está nos fones que abafam o mundo e calam a realidade, está no anseio pela falsa produtividade, pelos falsos alívios de consumo, pela falsa esperança que nunca chega.


A solidão não veste só terno, ela também veste avental, luvas de borracha, macacões sujos de graxa. Ela é movida pelo mundo e também responsável por movê-lo.

Milhares de janelas acesas revelam vidas paralelas, isoladas em cubículos de concreto. 

Lá embaixo, a vida também acontece, mas de forma diferente. 


É uma solidão barulhenta, povoada por alarmes, filas, e buzinas. Uma solidão que não se cala, mas também não acolhe. E quanto mais alto o prédio, menos quem está em baixo consegue ver o topo.



A solidão urbana não vem da falta de pessoas, mas sim da falta de tempo, da busca 

incessante pelo mínimo, ela se alimenta na injustiça. Dessa forma se vive, cada um no seu destino, cada um no seu desamparo, cada um na sua negação e na sua fome por pertencimento.



A metrópole tenta sufocar, mas, ainda assim, a humanidade teima em florescer até no asfalto. Mesmo solitários, ainda buscamos um propósito, ainda enxergamos uma luz, ainda abraçamos a resistência e mesmo com escudos, simplesmente sobrevivemos.

Melissa Venâncio | Crônica sobre a chuva

 Quando criança tinha medo de chuva, era simplesmente aterrorizante o céu cinza escuro que a sinalizava, junto aos trovões e os ventos que rugiam alto. Com o tempo o medo virou uma memória engraçada, mas crescendo fui percebendo que podia ser muito mais que isso. Quantos simbolismos a chuva traz? para alguns apenas a precipitação da água de volta à terra, que vai e volta num ciclo eterno, para outros é sinônimo de atraso ou até a perda de um dia, para os não céticos é o choro de uma divindade ou a celebração dos que já se foram. Para uma criança conhecendo o mundo pela primeira vez realmente pode ser assustadora, e para os que estão aqui à muito tempo, observando tantas chuvas, é o aconchego de várias memórias que vão e voltam com elas. Da chuva vem banho, bolinho e de vez em quando poesia, dela vem o arco íris e dela se faz arte, 

para Gal Costa ela é prata, para o prince era púrpura, para Maria gadu, a chuva era ela mesma.

Em 1991 axl rose canta para o mundo “nada dura pra sempre, nem mesmo a chuva fria de novembro” 

Em suma, São infinitas possibilidades para algo tão finito como a chuva, fácil ela é garoa, fácil ela é tempestade, rápido ela passa como se nem houvesse existido, mas também dura dias que parecem inacabáveis. 

toda chuva é diferente, a única coisa comum de todas elas, é que uma hora acabam, deixando memórias fixas no solo e no coração. 

Melissa Venâncio | Crônica sobre o filme o escândalo

 Como viver em um mundo que não é feito para mim? Por volta dos meus 11 anos de idade, quando o mundo começou a me revelar a realidade de viver como uma mulher nele, questionamentos como esse surgiram e vagam até hoje. E como para maioria de nós, quando nos encontramos sem respostas, naturalmente começamos a viver, aos poucos sem perceber nos adequando, nos moldando nas milhares de caixas, começamos apenas a aceitar, quase que intrinsicamente o que não é e nunca foi natural. Conversando com uma amiga, ela me relata como foi sua vivência, diariamente chegava em sua casa e era obrigada a fazer as tarefas domésticas enquanto via seus três irmãos descansando em plena paz, esperando serem servidos. Um dia, cansada da rotina ela pergunta a mãe o por que daquilo, o por que a responsabilidade caía somente sobre ela, a única filha da família, e assim veio a resposta tão vaga e ao mesmo tempo tão carregada de significados: “minha filha, eles são homens”. Foi quando pela primeira vez duvidou do pra que realmente foi feita, e de como o mundo a enxerga.

“Eles são homens”, simples assim, Uma mera frase de três palavras, uma justificativa percorrida por gerações e gerações de mulheres movidas pela conformação, movidas pelo medo, movidas pela falsa responsabilidade, movidas pela necessidade de servir, de sempre agradar, de nunca decepcionar, movidas pela insegurança dentro de lugares e colos que deveriam proteger. Movidas Pela incessante pergunta que infelizmente ainda percorrerá: Como sobreVIVER? Num mundo que morremos por existir?

domingo, 8 de junho de 2025

Notícia

 

Homem encontrado pela polícia ingeria detritos.

Polícia local foi surpreendida por homem em situação de rua ingerindo detritos em escola abandonada após receber ocorrências.

      Ontem., 20, um homem da qual identidade não foi revelada, foi encontrado dentro do pátio do Colégio São Jorge, que está fechado desde 8 de setembro de 2023, por questões financeiras. A polícia civil, registrou a ocorrência, relatos de moradores próximos à região mostram que o local abandonado havia ficado em situação precária e muitas pessoas em situação de rua iam para lá.

     A polícia chegou até o local às 1:30 da manhã. Ouvindo alto barulho no pátio, encontram um homem catando na imundíce. Os policiais descrevem a cena enojados "Quando achava qualquer coisa naquela imundice, não queria nem saber o que era, apenas engolia com verocidade". 

    O homem foi levado para o serviço de emergência médica, mais próxima da região, tendo em vista que ao ingerir detritos, poder ter adquirido condições graves. Ele está sendo atendido por psiquiatras do hospital, e seu caso foi levado ao serviço social. Agora, profissionais estão tratando o caso.



Lyslaine Gaspar / CRÔNICA: O escândalo

 A Voz no Fio da Garganta

Tem um momento em que a garganta vira um campo de batalha.
Não se ouve nada, mas tudo pulsa lá dentro: palavras sufocadas, gritos engolidos, vontades abortadas antes mesmo de virarem som. Parece paz, mas é guerra.

Engraçado como o silêncio tem modos elegantes. Ele se veste de educação, de prudência, de “não é hora”, de “melhor deixar pra lá”. Ele se acomoda nos corredores, se esconde nos olhares desviados, repousa nos sorrisos que duram um segundo a mais do que deveriam.

Há quem se acostume. Há quem faça do nó na garganta uma espécie de colar invisível. Carrega-o com discrição, como se fosse acessório de gente forte. Como se não doesse.

Mas um dia — e ninguém sabe exatamente por quê — a voz sobe. Não como um grito, mas como uma rachadura. Pequena, firme, irreversível. E a palavra escapa. Sai disfarçada de frase simples, de gesto mínimo, mas leva junto o peso de anos.

A partir dali, algo muda. Não o mundo, não as regras, não os donos das regras. Muda o espelho. Muda o som do próprio nome quando é dito em voz alta. Muda a posição do corpo no espaço.

É curioso: ao contrário do que se pensa, coragem não é barulho. É decisão. É uma vírgula no lugar certo. Uma pausa que recusa continuar como se nada tivesse acontecido.

E por mais que digam que foi um escândalo, no fundo, foi só alguém decidindo não se calar.

Lyslaine Gaspar / AV2: Reportagem

 ARMORIAL 50: chega à Unifor e causa boas impressões 

Com obras de artistas renomados e uma programação cultural rica, a exposição oferece uma imersão única na arte que une o popular e o erudito, marcando um movimento essencial para a cultura nordestina. A visitação é gratuita, de terça a sexta, das 9h às 19h, e aos sábados e domingos, das 12h às 18h, até 29 de junho de 2025.



Em cartaz no Espaço Cultural Unifor desde fevereiro, celebrando os 50 anos do Movimento Armorial, idealizado por Ariano Suassuna. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra reúne cerca de 140 obras de artistas renomados como Francisco Brennand, Gilvan Samico, J. Borges e o próprio Suassuna, provenientes de coleções particulares e instituições renomadas. 

A proposta do Movimento Armorial

Criado em 1975, o Movimento Armorial nasceu da vontade de Ariano Suassuna de mostrar ao mundo que a arte brasileira pode ser universal sem perder suas raízes. O movimento valoriza a cultura popular do Nordeste, como as tradições folclóricas, a literatura de cordel e as manifestações religiosas, unindo esses elementos com a linguagem erudita da arte ocidental. 

Ariano Suassuna (1927-2014) foi um escritor, dramaturgo e poeta brasileiro, extremamente reconhecido por sua contribuição à literatura e à cultura nordestina. Nascido em João Pessoa, na Paraíba, ficou famoso por suas obras que misturam elementos do teatro popular, da cultura popular nordestina e do modernismo brasileiro. Suassuna foi um defensor do regionalismo e da valorização das tradições do Nordeste, utilizando o folclore e a literatura de cordel.

A exposição na UNIFOR traz uma amostra do impacto desse movimento na arte contemporânea brasileira, com uma curadoria impecável de Denise Mattar. O evento visa não apenas apresentar as obras de artistas renomados, mas também refletir sobre como o movimento armorial continua a inspirar as novas gerações. 



O público vai ter a oportunidade de apreciar as roupas usadas e algumas réplicas da obra de mais sucesso de Ariano Suassuna, "O Auto da Compadecida" e vai encontrar a Onça Caetana – a anfitriã da exposição com quase quatro metros de comprimento, que é só uma das muitas surpresas da exposição.

Uma imersão na cultura nordestina

Mais do que apenas uma exposição de obras, é uma imersão na cultura nordestina. A visita ao espaço oferece experiências únicas, como apresentações musicais ao vivo, onde o público poderá ouvir desde forró até ritmos como xaxado e maracatu, todos representando a riqueza sonora do Nordeste. Esses shows fazem parte da proposta de conectar as artes visuais com as sonoridades que deram origem ao movimento. 

 O movimento influenciou não apenas as artes visuais, mas também a música. Grupos como o Quinteto Armorial, criado por Suassuna, buscaram traduzir em som a fusão entre o popular e o erudito. Até hoje, músicos como Antônio Nóbrega e grupos de maracatu reverenciam essa herança. 

 Também será oferecido ao público uma série de debates, onde artistas, historiadores e curadores discutem as influências do movimento na arte contemporânea e no cenário cultural brasileiro. Durante essas rodas de conversa, o público pode entender o papel fundamental do movimento na valorização das expressões populares e como ele ajudou a moldar o cenário artístico atual. 

 Em declaração à reportagem, Thiago Braga, coordenador de Arte e Cultura da Unifor, comentou um pouco sobre a exposição. 


“O valor artístico nordestino está sendo representado de diversos aspectos, como a dança, arte, cultura e arte-educação. Isso atrai o público de maneira muito natural.” 

 Sobre a recepção do público, ele destacou: “Os melhores possíveis. As pessoas têm se apaixonado por cada detalhe, especialmente por já terem familiaridade com ‘O Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna.”  

“Armorial 50” é muito mais do que uma simples retrospectiva do movimento artístico fundado por Ariano Suassuna. É uma verdadeira celebração da cultura nordestina, que revela a força da arte popular e a importância de manter viva nossa memória cultural. Ao conectar diferentes formas de expressão artística e promover o debate sobre nossas raízes, a mostra oferece uma rica oportunidade para entender o valor da arte popular, que continua a ter um papel central na formação da nossa identidade como povo.

 “Foi como viajar no tempo e na cultura do Nordeste. Cada obra parecia contar uma história que eu já conhecia, mas de um jeito diferente. Nunca tinha visto uma exposição tão conectada com a nossa realidade. Fiquei encantada com a Onça Caetana.”

 — Luana Silva, estudante do 3º ano do Ensino Médio 

 O evento é uma ótima oportunidade para escolas e grupos de estudantes que desejam aprender mais sobre a arte popular e como ela pode ser apreciada em diferentes formas e contextos. “A arte popular não é apenas sobre o que vemos. Ela fala com a alma e o coração do povo brasileiro, e é isso que buscamos compartilhar aqui”, explica a curadora Denise Mattar. Não perca essa oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a arte brasileira, suas origens e o impacto do Movimento Armorial.

Lyslaine Gaspar / AV1: Notícia

HOMEM MORRE AFOGADO NA LAGOA RODRIGO DE FREITAS

Amigo da vítima disse que ingeriram bebida alcóolica antes da tragédia

Um homem morreu afogado na tarde desta sexta-feira,14, na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. A vítima, identificada como João Henrique da Silva, mas também conhecido como ´´João Gostoso´´, costumava frequentas o bar Vinte de Novembro com o amigo, Lucas Xavier.

´´Ele estava tomando cachaça comigo, quando resolveu ir tomar um banho´´, disse o amigo, que, ao perceber a demora, ligou imediatamente para o Corpo de Bombeiros.

Ao chegar ao local, o Corpo de Bombeiros afirmou que fizeram de tudo para salvar a vida da vítima, mas infelizmente não havia sinais vitais. As equipes de resgate utilizaram uma taquera para puxar o corpo encontrado.

O corpo foi levado pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia(ITEP), que deve identificar a causa da morte do homem e confirmar um possível mal súbito.

Lyslaine Gaspar / RESENHA: História Verdadeira

     O filme "História Verdadeira" (2015) é um drama psicológico, dirigido por Rupert Goold, que conta a história do renomado jornalista chamado Michael Finkel (Jonah Hill) que, após ser confrontado e desmascarado por seus editores no The New York Times por ter distorcido  informações em um artigo, vê sua vida virar de cabeça para baixo. Porém, sua situação toma um rumo inesperado quando ele descobre que Christian Longo (James Franco), um assassino acusado de matar a sua própria família, se passou por ele enquanto estava foragido. Fascinado pela história de Longo, Finkel decide se aproximar do criminoso, na esperança de conseguir escrever uma matéria exclusiva sobre ele.

     Todo o suspense do filme está na forma como ele explora a manipulação da verdade e os limites da ética. Finkel, desesperado para recuperar sua credibilidade, começa a se envolver emocionalmente com Longo, acreditando que pode usar sua história para se redimir. Longo, por sua vez, manipula Finkel com uma mistura de charme, mistério e frieza.        

     O primeiro encontro entre Finkel e Longo na prisão fica marcado como uma cena tensa e cheia de silêncio onde os dois se encaram como se estivessem tentando ler um ao outro e ali começa o "jogo psicológico" entre eles. 


     A tensão começa a crescer à medida que eles estabelecem uma relação de confiança, mas à medida que os encontros se multiplicam, Finkel se vê cada vez mais imerso em um jogo psicológico onde as linhas entre verdade e mentira são perigosamente borradas. O enredo se desenrola com um ritmo cauteloso, explorando a mente dos dois personagens e as motivações por trás de suas ações.


     O filme tem uma capacidade de criar uma tensão crescente sem recorrer a grandes reviravoltas ou cenas de ação. A narrativa é conduzida por uma série de encontros entre Finkel e Longo, onde acontecem grandes momentos importantes como revelações, dúvidas, trocas de cartas e uma relação cada vez mais ambígua. Fazendo com que o espectador fique sempre tentando entender se Longo está dizendo a verdade.

    A direção de Rupert Goold constrói uma atmosfera, muitas vezes, desconfortável. A interação entre os dois personagens é o centro do filme, e Goold mantém o ritmo controlado, criando um cenário onde cada palavra dita parece carregada de significados ocultos.  A escolha por focar nos diálogos e no comportamento dos personagens, ao invés de exagerar nos eventos dramáticos, garante que o filme tenha uma abordagem mais cerebral, com uma crescente sensação de claustrofobia e incerteza.

    A fotografia e a trilha sonora também merecem destaque. A paleta de cores sombrias e a trilha minimalista contribuem para a sensação de claustrofobia e crescente inquietação que permeia o filme. Cada escolha estética parece reforçar o dilema moral e psicológico enfrentado por Finkel.

     O único ponto que impede o filme de ser perfeito é que, em alguns momentos, a narrativa poderia se aprofundar mais nas implicações emocionais e morais das ações de Finkel. Embora a tensão entre os dois personagens seja o foco principal, o impacto dessa relação em sua vida pessoal poderia ter sido melhor explorado.

    Outro ponto interessante é a crítica sutil à ética jornalística. A busca por uma grande história, a ambição por reconhecimento e a tentação de se envolver demais com o objeto da reportagem são temas que aparecem de forma forte e realista.

    No final, o julgamento de Longo revela mais sobre a verdadeira natureza dos crimes que ele cometeu, e o filme mostra que, mesmo com toda a manipulação, a justiça não foi totalmente cega, permitindo que o filme deixe no ar a dúvida sobre o quanto da história que ele contou a Finkel era realmente verdadeira.

   Michael Finkel decide escrever um livro sobre sua experiência, mas o fim é marcado por um certo vazio. Ele tenta reconstruir sua carreira e vida, mas fica claro que, de certa forma, ele ainda está preso às mentiras que ajudou a criar, tanto sobre sua própria história quanto sobre a de Longo. O filme termina com uma sensação de desconforto, deixando o público refletindo sobre as consequências das escolhas de Finkel e sobre os limites entre a verdade e a ficção.


RELEASE

 

Peça "A Última Canção de Helena" estreia no Theatro José de Alencar com direção de Clarisse Derzié Luz.


Espetáculo revisita mitos gregos com olhar contemporâneo e feminino em curta temporada em Fortaleza.

O Teatro Sesc Emiliano Queiroz, em Fortaleza, recebe a partir do dia 21 de junho a estreia da peça "A Última Canção de Helena", novo espetáculo da consagrada diretora Clarisse Derzié Luz., com texto inédito da dramaturga carioca Keli Freitas. A montagem propõe uma releitura atual do mito de Helena de Troia, destacando temas como identidade e silenciamento feminino.

A temporada cearense será curta, com apresentações de 21 a 30 de junho, de sexta a domingo, sempre às 19h30. Os ingressos variam entre R$10 e R$40 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo site da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE).


Local: Teatro Sesc Emiliano Queiroz – Av. Duque de Caxias, 1701 - Centro, Fortaleza

Classificação: 14 anos
Datas: 21 a 30 de junho de 2025
Horários: sexta a domingo, 19h30
Ingressos: R$ 10 (meia) a R$ 40 (inteira)

Fulano De Tal – (85) +(xx) x xxxx-xxxx
imprensa@tjalencar.ce.gov.br

RESENHA: A Historia Verdadeira

 

A História Verdadeira (2015) é um thriller psicológico baseado em fatos reais, dirigido por Rupert Goold. O filme acompanha Michael Finkel (Jonah Hill), um jornalista do New York Times que perde seu emprego após ser desmascarado por distorcer informações em uma reportagem. Sua vida vira de cabeça para baixo quando descobre que um homem chamado Christian Longo (James Franco), homem acusado de assassinar esposa e filhos, está foragido e usando sua identidade. Confuso, Michael decide confrontar Longo na prisão para entender suas motivações e reconstruir sua carreira.

O filme cria um debate sobre a ética jornalística. Finkel, que anteriormente sacrificou a integridade em prol de uma boa história, encontra-se agora numa posição complicada. Ele escolheu trabalhar com Longo mais pela chance de conseguir um furo de reportagem do que por um compromisso real com a verdade, o que levanta uma questão pertinente sobre o papel dos jornalistas: até que ponto a busca pela relevância compromete a ética?

Apesar da direção arrastada, o longa se sustenta com sua abordagem provocativa, trazendo uma reflexão sobre dilemas éticos e morais.

“O Desamparo na Multidão” (IA)


No turbilhão da vida moderna, o indivíduo se vê cada vez mais isolado, mesmo rodeado por milhões de pessoas. A sociedade contemporânea oferece conexões instantâneas, mas raramente verdadeiras. O desamparo emerge desse paradoxo: estar próximo, mas distante; comunicado, mas incompreendido. Na pressa do cotidiano, a rotina engole qualquer espaço para o acolhimento, e as relações se tornam superficiais.

Nas redes sociais, busca-se reconhecimento e aprovação, enquanto, na vida real, cresce a sensação de invisibilidade. A ansiedade e a solidão caminham lado a lado, invisíveis aos olhos apressados dos outros. O indivíduo, desamparado, tenta resistir a essa maré que o empurra para a insignificância, procurando sentido em pequenos gestos, olhares e conversas que parecem raros.

A fragilidade humana, exposta diante de sistemas impessoais, revela uma urgência: a necessidade de encontrar novamente o calor da empatia e o abraço da compreensão. Porque, apesar da tecnologia e do progresso, nada substitui o simples fato de ser visto e acolhido como alguém único e valioso. O desamparo só diminui quando nos lembramos disso.


CRÔNICA: Chuva no brejo


Chuva no brejo

A chuva chegou sem pressa, como quem sabe que o tempo é apenas um detalhe. Primeiro, um pingo tímido, depois uma sinfonia de gotas que dançam sobre o telhado, criando uma melodia suave que embala o silêncio da noite. Cada gota é uma palavra não dita, cada pingo uma lembrança esquecida.

Quando a chuva cai, molhando a folha na telha, faz um som assim, um barulhinho bom.  O passarinho que antes voava apressado agora pousa, parando para ouvir.

O passarinho, com suas penas molhadas, encontra na chuva uma canção que fala diretamente à alma. E assim, ele permanece, ouvindo a chuva, deixando-se envolver em cada nota.

NOTICIA CHUVA

 

Fortaleza registra maior chuva de 2025 e enfrenta alagamentos e desabamentos

 Fortaleza foi surpreendida por intensas chuvas na madrugada desta sexta-feira (28), que causaram alagamentos em diversos bairros e transtornos no trânsito.

A Defesa Civil de Fortaleza informou que, entre as 19h de quinta-feira e as 19h de sexta-feira, foram registradas 204 ocorrências, incluindo 115 alagamentos, dois desabamentos e um risco de desabamento. As áreas mais afetadas foram Conjunto Palmeiras, Messejana e Itaoca. Além disso, o Rio Maranguapinho transbordou, afetando o bairro Genibaú e causando inundações nas residências locais.

A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) está atuando para minimizar os impactos no tráfego. Diversas vias estão alagadas, dificultando os deslocamentos. A população é orientada a evitar áreas de risco e a acionar a Defesa Civil pelo telefone 190 em caso de emergência.

Reportagem da AV2

Ataques de facção a provedores de internet no Ceará: principais fatos sobre a situação

 Empresas de internet no Ceará têm sido atacadas por membros da facção criminosa Comando Vermelho. Desde fevereiro, Fortaleza e outros três municípios foram impactados após diversas empresas passarem por danos que as impediram de fornecer a conexão normal de internet para parte dos clientes.

 A facção que coordena os crimes exige dinheiro de operadoras de internet para permitir a oferta do serviço e promove ações de retaliação contra as provedoras que recusam pagar a "taxa". Em Fortaleza, os crimes foram registrados nos seguintes bairros: Autran Nunes, Barra do Ceará, Carlito Pamplona, Farias Brito, José Walter (Cidade Jardim I e II), Lagoa Redonda, Paupina (Residencial dos Escritores), Pirambu, Quintino Cunha, São João do Tauape (Lagamar), Sapiranga e Siqueira (Comunidade do Urubu). As ações criminosas incluem danos às estruturas das empresas, ameaças a técnicos e queima de carros.

Moradores também são coagidos a contratarem apenas serviços de provedoras “autorizadas” pelos criminosos. Além disso, em um período de menos de dois meses, ao menos, quatro carros de empresas de internet foram incendiados em bairros como Carlito Pamplona, Jacarecanga, Conjunto Metropolitano e Farias Brito.

A operação denominada “Strike” já realizou três fases que culminaram no cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, em situações flagranciais e apreensões de aparelhos celulares e diversos eletrônicos. As investigações são coordenadas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil.

No total, foram 51 presos suspeitos de envolvimento nos ataques a provedoras de internet.  Atualmente a ação está na fase de identificar e prender os chefes dos grupos criminosos e, também, bloquear patrimônios obtidos ilegalmente, como imóveis, veículos e contas bancárias. 


O que se sabe sobre a situação

·         1) Qual a motivação para os ataques?

O objetivo é forçar as empresas a repassarem à facção parte da mensalidade paga pelos clientes pelo serviço de internet. As ações são direcionadas àquelas que não obedecem aos criminosos, segundo o titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, delegado Alisson Gomes.

·         2) Quais empresas foram atacadas?

As empresas atacadas são a Brisanet, ACNet, Planeta Net, Giga+ Fibra e A4 Telecom.

·         3) Quais ações tomadas pelo Governo do Ceará?

No dia 8 de março, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, anunciou a criação de um grupo especial para investigar atos criminosos realizados contra empresas provedoras de internet, chamada de Operação Strike.


Release

 

Ação Comunitária Natal sem fome será realizada na Praça do Ferreira no Centro de Fortaleza

A Associação “Mãos que ajudam”, do bairro grande Bom Jardim, realizará uma ação comunitária neste mês de Dezembro, em Fortaleza, para fornecer alimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade.

No dia 01 de Dezembro, às 19h, no centro da cidade, acontecerá uma ação comunitária beneficentes em prol de organizações não governamentais


A ação será realizada por voluntários e acontecerá a distribuição de alimentos como também kits higiênicos para os vulneráveis ali presentes. Durante o evento haverá um show de comédia com a presença de alguns humoristas cearenses como Luana do Crato, Tom Cavalcante e Chico Anysio. Também haverá brindes de roupas e calçados para os participantes que mais interagirem durante o show. Esse evento beneficente será o primeiro  pela nossa associação e ajudará mais de 80 pessoas em situação de vulnerabilidade.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas com a organização.

Serviço:
Evento: Ação Comunitária Natal sem Fome
Data: 1º de dezembro de 2025
Horário: 19h
Local: Praça do Ferreira, Centro – Fortaleza (CE)
Atividades: Distribuição de alimentos e kits de higiene, show de comédia com humoristas cearenses, entrega de brindes.

Contato para imprensa:
Ismaely Lima – Assessoria de Comunicação
E-mail: ismaelycomunicacao085@gmail.com.br
Telefone/WhatsApp: (85) 98855-4020


Texto IA (Ana Alícia)

O desamparo no tempo das multidões Nunca estivemos tão cercados — e tão sós. As ruas se enchem de passos apressados, os ônibus transbordam d...