segunda-feira, 9 de junho de 2025

Crônica Chuva

No ritmo da chuva.

      Dia 27 de fevereiro amanheceu ensolarado, pássaros cantando em árvores ao lado do condomínio Flor Maria, nas ruas das raposas, conhecida como a mais tranquila e sonolenta rua. Clarisse acorda incomodada, sente Maia, sua gatinha lambendo seus pés e miando. Ela deduz que a gatinha está com fome, levanta tropeçando em seus livros jogados no chão, caminha até a cozinha para achar o potinho de ração, põe a ração e um pouco mais de água para a gata, senta ao seu lado a acariciando, desanimada a menina fala " Queria que chovesse". Maia mia e volta a comer.
      A menina vai até a porta do quintal, avistando sua mãe sentada em uma cadeira de balanço, tomando café, focada em mais um livro dessa semana. Clarisse se aproxima e resmunga "Queria que chovesse". A mãe ignora, como sempre fazia com a menina.
      Voltando para dentro de casa, a garota caminha até o escritório do pai, apenas observa pela fresta da porta, cochicha "Queria que chovesse", mas o pai não escuta. A menina volta para seu quarto cabisbaixa, abre a janela e encosta sua cabeça, olhando para o céu. Sente algo subindo em sua mão, uma joaninha. Clarisse fala "Queria que chovesse", a joaninha voa para o céu, e a menina finamente sente as gotas em seu rosto.

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