Dia 27 de fevereiro amanheceu ensolarado, pássaros cantando em árvores ao lado do condomínio Flor Maria, nas ruas das raposas, conhecida como a mais tranquila e sonolenta rua. Clarisse acorda incomodada, sente Maia, sua gatinha lambendo seus pés e miando. Ela deduz que a gatinha está com fome, levanta tropeçando em seus livros jogados no chão, caminha até a cozinha para achar o potinho de ração, põe a ração e um pouco mais de água para a gata, senta ao seu lado a acariciando, desanimada a menina fala " Queria que chovesse". Maia mia e volta a comer.
A menina vai até a porta do quintal, avistando sua mãe sentada em uma cadeira de balanço, tomando café, focada em mais um livro dessa semana. Clarisse se aproxima e resmunga "Queria que chovesse". A mãe ignora, como sempre fazia com a menina.
Voltando para dentro de casa, a garota caminha até o escritório do pai, apenas observa pela fresta da porta, cochicha "Queria que chovesse", mas o pai não escuta. A menina volta para seu quarto cabisbaixa, abre a janela e encosta sua cabeça, olhando para o céu. Sente algo subindo em sua mão, uma joaninha. Clarisse fala "Queria que chovesse", a joaninha voa para o céu, e a menina finamente sente as gotas em seu rosto.
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