terça-feira, 10 de junho de 2025

Texto IA (Ana Alícia)

O desamparo no tempo das multidões

Nunca estivemos tão cercados — e tão sós. As ruas se enchem de passos apressados, os ônibus transbordam de corpos cansados, as redes sociais explodem em palavras e imagens. Mas, no fundo, há um silêncio gritante.

Vivemos no tempo das multidões: estamos em todo lugar, menos em nós mesmos. As conexões se multiplicam, mas o afeto virou notificação. O amigo está online, mas não responde. O outro está perto, mas não ouve. E o peito aperta, calado, no meio da gente.

É curioso como o olhar do outro se tornou raro. Todos passam, ninguém vê. E quem vê, julga. O homem sentado na calçada não é um drama: é um incômodo. A moça chorando no metrô não desperta empatia: desperta pressa.

Ser humano hoje é um ato de resistência. Resistir à indiferença, à comparação constante, ao cansaço emocional que nos esvazia por dentro. É como gritar em um estádio lotado e perceber que ninguém escuta.

O desamparo, hoje, não vem da ausência. Vem da presença vazia.

E talvez o maior gesto de coragem seja parar… e realmente ver alguém.   

CONCLUSÃO: Talvez, então, o caminho para escapar desse desamparo não esteja em procurar multidões maiores, mas em buscar presenças verdadeiras — aquelas que escutam, que acolhem, que olham nos olhos sem pressa. Porque no meio do barulho do mundo, o que salva ainda é o silêncio de um abraço, o calor de uma escuta, a coragem de dizer: “eu estou aqui, de verdade.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Texto IA (Ana Alícia)

O desamparo no tempo das multidões Nunca estivemos tão cercados — e tão sós. As ruas se enchem de passos apressados, os ônibus transbordam d...