Chuva no brejo
A chuva
chegou sem pressa, como quem sabe que o tempo é apenas um detalhe. Primeiro, um pingo tímido, depois uma sinfonia de gotas que
dançam sobre o telhado, criando uma melodia suave que embala o silêncio da
noite. Cada gota é uma palavra não dita, cada pingo
uma lembrança esquecida.
Quando
a chuva cai, molhando a folha na telha, faz um som assim, um barulhinho
bom. O passarinho
que antes voava apressado agora pousa, parando para ouvir.
O passarinho, com suas penas
molhadas, encontra na chuva uma canção que fala diretamente à alma. E assim,
ele permanece, ouvindo a chuva, deixando-se envolver em cada nota.
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