sábado, 30 de novembro de 2024
Crônica subjetiva - Quase.
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
Resenha Crítica - "Uma História Verdadeira
(The True Story)"
Artigo Jornalístico - O Atentado da Rua Toneleros e a Queda de Vargas
OS DESAFIOS DO EMPREENDEDORISMO NA PERIFERIA
OS DESAFIOS DO EMPREENDEDORISMO NA PERIFERIA
A realidade dos microempreendedores que moram e atuam na periferia, gerando emprego e movimentando a economia local.
O empreendedorismo na periferia é um fenômeno crescente que reflete a criatividade e a resiliência das comunidades menos favorecidas. Muitas pessoas nessas áreas têm buscado alternativas para gerar renda e melhorar suas condições de vida, utilizando recursos limitados de forma inovadora. Entretanto, elas enfrentam todos os dias situações desafiadoras, como:
Acesso a Capital: Dificuldades para obter financiamento e apoio institucional são obstáculos significativos.
Falta de Capacitação: Muitos empreendedores carecem de formação em gestão e marketing, o que pode limitar o crescimento de seus negócios.
Infraestrutura Deficiente: A falta de acesso a serviços básicos e logística pode impactar a operação de negócios.
Insegurança: O medo de ser assaltado e perder tudo, e a falta de segurança por parte do estado afeta diretamente os microempreendedores.
Conversamos com algumas pessoas que possuem pequenas empresas na comunidade do Reino Encantado, no bairro Álvaro Weyne, em Fortaleza. E elas nos relataram os principais desafios que enfrentam. Confira:
Foto: Samuel Moura
“Infelizmente se chegar um assaltante aqui, ele leva tudo e ainda pode me matar”, disse Bruna Rafaella, proprietária de uma bomboniere na comunidade. Segundo ela, o Estado “não oferece a segurança ideal” de acordo com o que arrecada; “os impostos são altíssimos, era pra no mínimo a gente ter uma sensação de segurança”, concluiu Bruna.
O fator segurança, é um dos principais problemas que o Estado do Ceará enfrenta atualmente. Só em 2024, já foram registrados mais de 22.260 furtos em território cearense, de acordo com a secretaria de segurança pública e defesa social (SSPDS).
Esse problema afeta diretamente os empreendedores, como Bruna, principalmente aqueles que residem na periferia, local onde a criminalidade possui maior domínio.
Foto: Samuel Moura
À procura de mais empreendedores, encontramos Macleide Lopes, também moradora da comunidade, que tem o seu próprio negócio. Ela nos contou que “o sol quente atrapalha muito”, e que “falta investimento”. Macleide, vende frango e verduras todos os dias na rua, a mais de 15 anos. Ela também relatou, que uma das principais situações que vive, é a concorrência dentro da comunidade, que também possui outros vendedores de frango. Apesar de todos os desafios, Macleide disse gostar muito do que faz. É um “trabalho que não tem cara de trabalho, pois eu amo o que faço”, concluiu.
Perguntada sobre o que falta para melhorar o seu negócio, Macleide disse que um “investimento para que eu possa ter o meu local próprio para venda” e “inovar com novas mercadorias" seria ótimo. Segundo ela, se o governo “investir na periferia”, muitas pessoas mudariam de vida.
Foto: Samuel Moura
Para finalizar nossa visita pela comunidade do Reino Encantado, entrevistamos Natália Soares, que possui uma marmitaria na localidade. Natália nos contou que as vendas vão muito bem, e que vender comida “é muito bom”, pois “todo mundo gosta”. De acordo com ela, as buscas por marmitas aumentaram significativamente após a pandemia.
Ela também pontuou que o principal problema que enfrenta, é a “falta de constância nos valores do mercantil”. “Toda sexta-feira vou fazer as compras, e infelizmente a cada dia o valor muda. Tem dias que diminuem, mas na maioria das vezes está mais caro.”
Vale ressaltar que o empreendedorismo no Brasil tem aumentado nos últimos anos, conforme os números obtidos por nossa equipe. Confira:
• A taxa de empreendedorismo potencial no Brasil cresceu 75% entre 2019 e 2020, passando de 30% para 53%.
•O número de jovens empreendedores no Brasil cresceu 23% entre 2013 e 2023.
• No último trimestre de 2023, o Brasil registrou um aumento de 5,1% de empresas abertas.
A periferia, é um dos maiores polos econômicos de uma cidade. Lá tem de tudo. Porém, os microempreendedores que atuam nessas regiões sofrem com problemas reais em suas realidades.
Apesar desses grandes desafios relatados nesta reportagem por parte dos trabalhadores, eles seguem firmes em sua luta diária pela sobrevivência.
Redação por Samuel Moura
Avaliação cardiológica na prevenção de morte súbita
Estratégias fundamentais na prevenção das doenças cardíacas
As doenças cardíacas são as maiores responsáveis por causas de morte no mundo, dentre elas, a principal é a doença arterial coronariana, doença causadora do infarto, uma condição médica que ocorre quando as artérias coronárias, que fornecem sangue ao coração, ficam estreitas ou bloqueadas.
Além da doença coronariana, existem as cardiopatias congênitas e outras condições que, embora não sejam exclusivamente cardíacas, podem ter o coração como ponto de partida. Um exemplo é o aneurisma da aorta ascendente, que, se romper, pode levar à morte súbita. Doença essa diagnosticada a tempo no ator e apresentador Otaviano Costa através de um eletrocardiograma após sentir fortes dores.
As doenças congênitas críticas são identificadas desde o nascimento do bebê por meio do teste do coraçãozinho, enquanto as doenças hereditárias podem se manifestar ao longo do crescimento do indivíduo. Nesse segundo caso, é crucial considerar o fator genético; ter parentes de primeiro grau que tenham sofrido de doenças cardíacas antes dos 55 anos (homem) e 60 anos(mulher) é um forte indicativo de que o indivíduo pode estar vulnerável a essas condições.
O principal fator de risco para o desenvolvimento de doença coronariana é a dislipidemia, que se refere ao colesterol alto. Além disso, outros fatores como diabetes, hipertensão, tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e obesidade também contribuem para esse risco. No entanto, o que tem preocupado os médicos do sistema de saúde público e privado, são os altos índices de pacientes jovens que dão entrada nos hospitais devido à infartos, frequentemente relacionados ao uso de drogas como a cocaína e, especialmente e em maior parte das vezes, ao uso de anabolizantes.
Embora não haja um consenso na literatura, o cardiologista Dr. Saulo Lustosa, diretor da Clínica do Coração, enfatiza a importância da realização de exames regulares para o monitoramento de doenças cardíacas. Ele recomenda que todos os indivíduos comecem a fazer avaliações cardiológicas a partir dos 40 anos, mesmo na ausência de sintomas. O check-up deve incluir exames como eco cardiograma, eletrocardiograma e teste ergométrico, com acompanhamento anual. No caso de sintomas, o paciente deve ser monitorado desde o primeiro indicativo da doença, aumentando a frequência das avaliações conforme necessário.
O Dr. Saulo ainda relembrou o caso do jogador Serginho, do São Caetano, que caiu desacordado e faleceu após sofrer parada cardiorrespiratória em partida do Campeonato Brasileiro em 2004. A arritmia foi detectada oito meses antes de sua morte em um exame no Incor (Instituto do Coração). No caso, o jogador Serginho sofria de cardiomiopatia hipertrófica, onde há uma hipertrofia do músculo cardíaco de forma assimétrica, principalmente do septo que obstrui a saída do sangue do ventrículo para o restante do corpo. Serginho tinha apenas 30 anos, idade referente ao índice de morte súbita por doença genética.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda a prática de atividade física por, no mínimo, 150 minutos semanais, distribuídos em pelo menos três dias. O Dr. Saulo Lustosa também enfatiza a importância de adotar medidas básicas, como uma alimentação pobre em gorduras saturadas e estratégias para combater a obesidade, que são fatores de risco significativos. Além disso, é fundamental cessar o tabagismo e moderar o consumo de álcool, pois, embora o álcool não seja um fator de risco direto, ele pode contribuir para outros problemas, como obesidade e elevação da pressão arterial.
Assim como o exercício físico fortalece os músculos esqueléticos do corpo humano, o músculo cardíaco também responde positivamente a esses estímulos. Quando nos exercitamos, fortalecemos o coração e melhoramos a circulação sanguínea, evitando futuros eventos cardíacos. O Educador físico Me. Paulo Uchoa destaca que atividades físicas mesmo de baixo impacto, como caminhadas e ciclismo, são atividades de fácil acesso que podem tirar a população do sedentarismo além de ter o potencial de transformar completamente o estilo de vida do indivíduo.
Atividades físicas são comuns na Avenida Beira Mar de Fortaleza, onde um grande número de pessoas se dedica às corridas de rua. O médico anestesiologista José Antônio Magalhães Filho, 34, encontrou na corrida uma motivação para emagrecer e mudar o estilo de vida. Adepto do esporte desde 2012, José Antônio viu na corrida uma forma de criar mais disposição e desempenho nas suas atividades cotidianas e uma rotina, mesmo nos seus dias mais intensos. “Quando mantenho as planilhas de treinos em dia, sinto que a organização diária de outros afazeres flui melhor. A sensação de prazer pós-corrida é boa demais. Principalmente quando proponho melhorar meu tempo em um percurso e o objetivo é alcançado. Nenhuma atividade física causa essa sensação em mim. Correr é massa demais.”
Preocupados em monitorar a frequência cardíaca, muitos praticantes utilizam smartwatches para acompanhar seus batimentos. No entanto, esses dispositivos podem apresentar uma margem de erro considerável, o que limita sua eficácia. O educador físico Paulo Uchoa destaca a importância de métodos de avaliação mais precisos, como a percepção subjetiva de esforço e hemogramas tradicionais para verificar glicemia, colesterol, vitaminas e níveis de ferro, além dos exames já mencionados anteriormente.
(Fontes: Dr. Saulo Lustosa, médico cardiologista, formado pela Universidade de Fortaleza com Residência no Hospital do Coração de Messejana.
Professor Me. Paulo Uchoa, educador físico, formado pela Universidade Estadual do Ceará, com mestrado em Mestre em Ciências do Desporto pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Dr. Jose Antônio Magalhães Filho, médico anestesiologista)
Lorena Matos Ponte, estudante de Jornalismo.
REPORTAGEM: Injuria racial no ambiente online- Wivyna Santos
Injuria racial no ambiente online
Injúria racial não é apenas uma ofensa, é um ataque à dignidade humana que exige nossa resistência
Com a crescente popularização da internet, o ambiente online se tornou um espaço propício para a disseminação de discursos de ódio, como racismo e injúria racial. É crucial destacar que esses atos não ferem apenas a honra das pessoas, mas também têm um impacto profundo sobre a coletividade. As pessoas imersas no ambiente virtual muitas vezes esquecem que, do outro lado da tela, há um ser humano que é impactado por suas palavras e atitudes. Esse ódio, muitas vezes camuflado sob a forma de brincadeiras ou opiniões "inofensivas", pode ter consequências devastadoras.
A desumanização que ocorre no espaço digital permite que os indivíduos se sintam à vontade para proferir comentários cruéis, ignorando que suas palavras podem ferir profundamente. É essencial lembrar que cada mensagem, cada ataque, tem o potencial de deixar marcas de tristeza na vida de quem recebe, perpetuando um ciclo de dor e sofrimento que se estende muito além do ambiente online. Essa desconexão entre a virtualidade e a realidade reforça a importância de promover uma cultura de empatia.
As redes sociais foram feitas com o propósito de globalização, ou seja, é uma ferramenta que tem como resultado a aproximação de pessoas, mas, a cada dia vem se tornando um ambiente toxico. Mesmo as interações sendo superficiais, os usuários tendem a postar discursos com base nos seus próprios pensamentos, entendimento de mundo e suas opiniões.
O crime de racismo está previsto em lei especial, de nº 7.716/89, á o crime de injúria racial, tem sua previsão no próprio Código Penal, no parágrafo 3. do art. 140. A diferença entre os dois é que o crime de racismo ofende uma coletividade indeterminada, enquanto a injúria racial ofende uma pessoa específica, considerando sua raça, religião, cor, etnia etc. Até o início de 2023, a injúria racial tinha penas mais brandas, mas a Lei 14.532, de 12 de janeiro de 2023, equiparou a injúria ao racismo. Agora, os dois crimes são inafiançáveis e imprescritíveis.
“O agravante será aplicado também em relação a outros dois crimes tipificados na Lei 7.716: O texto atualiza o agravante (reclusão de dois a cinco anos e multa) quando o ato é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza, incluindo também os casos de postagem em redes sociais ou na internet.”
Fonte: Agência Senado
*foto*

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Pesquisas realizadas pela Faculdade Baiana de Direito, do portal jurídico Jus Brasil e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) fizeram um levantamento de dados e chegaram à conclusão de que mulheres concentraram 60% dos casos de racismo e injuria racial em redes sociais julgados no brasil nos últimos 10 anos. Já não basta para essas mulheres sofrerem exclusão social, racismo no dia a dia, serem sexualizadas e subestimadas, ainda tem mais um ambiente que profere ódio a essas mulheres.
Nas palavras de Francisco Wilton (piquenno), presidente da CUFA Ceará (central única das favelas) “a injuria racial nas redes sociais é definitivamente uma extensão do racismo estrutural presente na sociedade. Esse racismo estrutural se manifesta em várias esferas, incluído educação, emprego, saúde e acesso a serviços, e as redes sociais refletem mesmo e amplificam essas desigualdades. [..] As ofensas raciais online muitas vezes se baseiam em estereótipos enraizados e preconceitos que já existem na sociedade, isso cria um ciclo em que a discriminação é normalizada, reforçando uma marginalização das comunidades afro-brasileiras"
“O que acontece online tem um impacto real na vida das pessoas entende, e cada ato de racismo, mesmo virtualmente, reforça a desigualdade e o sofrimento.”
“Quero que as pessoas entendam que é muito importante que todos nós, como sociedade, assumamos a responsabilidade de promover um ambiente digital respeitoso e inclusivo. Isso não quer dizer apenas denunciar e combater a injúria racial, mas também educar a nós mesmos e aos outros sobre essas questões promovendo a empatia e o respeito em qualquer ambiente”
“Cada voz conta, e cada ação, por menor que seja, contribui para a mudança. Quando nos unirmos contra o racismo, estamos lutando não apenas pelos direitos das pessoas, mas também pela dignidade e pelo futuro de nossas comunidades. Vamos transformar as redes sociais em um espaço de apoio, solidariedade e celebração da diversidade”
*foto*
Foto: Monica Nick Sol
“Isso é um fato, as plataformas digitais são ambientes hostis, onde a impunidade e o fato de não saber quem realmente está por trás daquelas telas incentivam comportamentos racistas. Então, abordar a injúria racial nas redes sociais é assim fundamental para desmantelar o racismo estrutural e promover uma sociedade mais justa e igualitária.”
É preciso notar que o racismo é algo tão presente em nossa sociedade que muitas vezes passa despercebido. Um exemplo, são comentários de cunho racistas disfarçados de “opinião” em vídeos de pessoas negras ou as chamadas “trends” que algumas vezes deixam escancarado o preconceito disfarçado de brincadeira, um trend muito famosa a um tempo era “Coisas que passam uma vibe de gente suja”, e os exemplos citados eram acessórios ou estilo de cabelo afro e roupas usados por pessoas pretas.
As redes sociais se posicionam ou pune as pessoas?
Dentro dos próprios aplicativos tem ferramentas para denunciar a conta ou o comentário. Não tem um número confirmado de denúncias que é preciso para derrubar uma conta, mas com base nesse fato podemos entender que uma denúncia apenas não basta, ou seja, até que a pessoa que cometeu este crime seja reconhecida pela plataforma vai demorar até que mais pessoas denunciem, outra forma mais rápida de punir o criminoso é a própria vítima levar o caso a justiça, fazendo um boletim de ocorrência.
“É importante ter em mente que para pensar em soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade” - Djamila Ribeiro, pequeno manual antirracistas
A viralização de vídeos de criadores de conteúdo denunciando casos de injúria racial nas redes sociais tem trazido à tona essa questão importante, mas também levanta um ponto crítico sobre como reagimos a essas situações. Muitas vezes, ao nos depararmos com esses conteúdos, nossa primeira ocorrência pode ser de indignação e raiva. Esses sentimentos são compreensíveis, pois a injustiça e a discriminação são profundamente perturbadoras. Contudo, o desafio é transformar essa indignação em ação significativa. Ao assistir a esses vídeos, é essencial fazer uma pausa e refletir sobre o que está sendo exibido. Pergunte-se como esse comportamento afeta não apenas a vítima, mas a sociedade como um todo. Essa reflexão pode nos ajudar a compreender a gravidade do problema.
Redação por Wivyna Santos
terça-feira, 26 de novembro de 2024
Reportagem - Eduardo e Matheus
O Uso
de Celulares nas Escolas
Imagem:Pinterest
O uso de celulares nas escolas se tornou um
tema amplamente debatido por pais, educadores e legisladores. A popularização
dos dispositivos móveis trouxe diversas oportunidades para o ensino,
especialmente pelo aumento da conectividade e o acesso a aplicativos de
educação. Entretanto, também gerou novos desafios ao ambiente escolar
Nos dias atuais, o celular se tornou uma
ferramenta quase indispensável para a maioria das pessoas. Para os jovens,
especialmente, esses dispositivos não são vistos apenas como um meio de
comunicação, mas também como uma forma de entretenimento, tendo em vista que há
aplicativos feitos especialmente para isso, como o “Tik Tok”.
Deve-se analisar os prós e os contras sobre
o uso dos aparelhos para entender se eles contribuem para o aprendizado ou
atrapalham o desenvolvimento acadêmico.
Vantagens:
●
Acesso à informação: Os celulares permitem que os alunos acessem rapidamente
uma vasta gama de informações e recursos educativos. Isso pode enriquecer as
aulas e proporcionar uma aprendizagem mais dinâmica.
●
Ferramentas de Aprendizado: Aplicativos educacionais, plataformas online de
ensino e pesquisas. Aplicativos como Duolingo, Khan Academy e Google Classroom
permitem que os alunos pratiquem habilidades de linguagem, matemática, ciências
e outras disciplinas de maneira lúdica e personalizada.
●
Desenvolvimento de competências digitais: Em um mundo cada vez mais
digitalizado, saber utilizar a tecnologia de forma eficiente e crítica é uma
habilidade fundamental. O uso de celulares nas escolas pode ajudar os alunos a
desenvolverem essa competência, preparando-os para o mercado de trabalho e para
os desafios do século XXI.
Desvantagens:
●
Distração: O celular pode facilmente desviar a atenção dos alunos, que acabam
acessando redes sociais, jogos e aplicativos de mensagens durante as aulas.
●
Cyberbullying e Assédio Online: O uso indiscriminado de celulares facilita o
compartilhamento de conteúdos inadequados e pode aumentar os casos de bullying
e assédio virtual, prejudicando a saúde mental dos alunos.
●
Desigualdade de Acesso: Nem todos os alunos têm condições de possuir um
smartphone ou acesso à internet de qualidade, criando uma divisão dentro da
sala de aula e acentuando desigualdades sociais
●
Dependência e Uso Excessivo: A falta de controle no uso dos dispositivos pode
levar à dependência digital, prejudicando o desenvolvimento de outras
habilidades e afetando o desempenho acadêmico dos estudantes.
●
Exposição a Conteúdos Inadequados: Sem supervisão, os alunos podem acessar
materiais impróprios ou não adequados para a faixa etária, o que pode ser
prejudicial para seu desenvolvimento.

Legislação
e Normas em Torno do Uso de Celulares
nas Escolas
Diversos países e regiões têm abordado o
tema do uso de celulares nas escolas de maneiras diferentes, com legislações e
normas variadas. Na França, por exemplo, desde 2018, há uma proibição nacional
do uso de celulares por alunos durante as aulas e intervalos em escolas de
ensino fundamental e médio. A medida foi adotada com o objetivo de promover um
ambiente de aprendizagem mais concentrado e reduzir o uso indevido da tecnologia.
No Brasil, o cenário é mais complexo.
Algumas redes de ensino adotaram políticas restritivas em relação ao uso de
celulares, enquanto outras buscam integrar esses dispositivos às práticas
pedagógicas. No Ceará, a Lei Estadual 14.146 de 2008 proíbe alunos de
utilizarem “telefone celular, walkman, discman, MP3 player, MP4 player, iPod,
bip, pager e outros aparelhos similares, nos estabelecimentos de ensino do
Estado do Ceará, durante o horário das aulas”. Apesar da norma, na prática, no
Estado cada escola acaba definindo o grau de restrição e ou permissão ao uso
dos aparelhos. Na quarta-feira, 30, a Comissão de Educação da Câmara dos
Deputados aprovou …
Entrevistas:
Diante
do tema, foram entrevistados uma professora e alunos da escola particular
“Maria Ester 2”, e uma psicopedagoga, que responderam a algumas perguntas
relacionadas ao assunto.
Professora
entrevistada: Ana Virgínia
1.Quais
são os impactos do uso de celulares nas escolas no desempenho acadêmico dos alunos,
tanto positivos quanto negativos?
-“ A meu
ver, é mais negativo do que positivo. Porque usamos pouco, apenas nos jogos que
utilizamos para fazer revisões. Na maioria do tempo, eles usam os celulares
para se distrair da explicação.”
2. Como os
professores e gestores escolares estão lidando com a presença crescente dos
celulares em sala de aula, e quais políticas estão sendo adotadas para
equilibrar o uso responsável da tecnologia?
- “ O
uso é proibido por lei estadual. Precisamos estar sempre atentos para que não
seja usado. A escola está por dentro da possibilidade da proibição a nível
federal, pois o Ministério da educação está realizando um estudo e consultas a
profissionais da educação para definir se essa proibição será viável. Se
levarmos em consideração que os países europeus que possuem os melhores índices
de educação proibiram o uso, essa deve ser a melhor opção para o país.”
Alunos
entrevistados: Maria Fernanda e Guilherme Carvalho
1.
Você
acha que o uso do celular na escola te ajuda ou te distrai durante as aulas? Por
quê?
Maria Fernanda: -“Distrai, pois quando o
celular está na mesa durante a aula, o aluno escuta chegar notificações e quer
ver o que foi mandado e quem mandou, e isso acaba tirando o foco da aula, pois o
aluno se distrai no celular e vai para as redes sociais, conversas,jogos...”
Guilherme Carvalho: -“O
o uso do celular me distrai muito se usado da forma errada, caso ele notifique
algo temos tendência em ver esse algo e isso gera desfoque no que foi ou está
sendo ensinado, por isso o uso do celular em sala de aula tem que ser de certa
forma limitado, para não gerar esse desfoque, sendo usado somente dinâmicas o
relacionados a matéria propriamente dita.”
2.Quais
são os momentos em que você mais usa o celular na escola, e para que tipo de
atividades ou tarefas?
Maria Fernanda: -“No intervalo para
distrair um pouco das aulas ou escutar música. Na troca de professores, para
mandar atividades ou distrair um pouco. Em aulas que o professor precisa usar o
celular também, seja em um quiz ou até mesmo com um livro online.
Guilherme Carvalho: -“Momentos como
os de quizzes, como o Kahoot ou Quizizz, uau fazer formulários do Google feitos
pelo professor.”
Psicopedagoga entrevistada: Maria
de Fátima Lima
1.Quais os impactos do uso de
celulares no desenvolvimento cognitivo e emocional dos alunos?
-“o uso de celulares nas escolas
pode reduzir a atenção dos alunos, pois traz estímulos que fragmentam o foco dificultam
o aprendizado profundo. No aspecto emocional e social, o excesso de tempo no
celular pode limitar as interações presenciais, prejudicando o desenvolvimento
de habilidades como empatia e comunicação, essenciais para a socialização.”
2.Como A psicopedagogia pode
contribuir para um uso mais saudável do celular na escola?
-“A psicopedagogia pode
ajudar a definir momentos específicos para o uso dos celulares, integrando os
ao conteúdo pedagógico. Ela também pode incentivar a autorregulação, com
práticas que ajudem a manter o foco e equilibrar o tempo de tela. Além disso
promove atividades de socialização presencial, fortalecendo os vínculos e
habilidades interpessoais.”
Dados e Estatísticas
A maioria dos pais com filhos de até 12
anos ou até 18 anos, são contra o uso de celulares por crianças e adolescentes
nas escolas. A informação foi revelada em nova pesquisa Datafolha, segundo a
qual 65% dos pais, apoiam o banimento.
Outro resultado interessante da pesquisa, é
que 78% dos pais acreditam que o celular traz mais prejuízos do que benefícios
ao aprendizado das crianças. No total da população, o percentual é de 76%.
Se por um lado os pais apoiam a proibição
nas escolas, por outro, boa parte deles afirmaram que seus filhos já têm
aparelhos próprios: 43% dos pais de crianças com até 12 anos, e 50% dos pais
com filhos de até 18 anos.
Vários estudos sobre o tema ainda estão
sendo realizados, mas os estudiosos e especialistas no assunto, mas a inda não
obtiveram soluções concretas ou respostas. A previsão, é de que no futuro, os
smartphones e outros objetos tecnológicos estejam ainda mais popularizados no
mundo da Educação.
- Por Matheus Menezes e
Eduardo Santos.
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
Redes Sociais e seu Impacto na Saúde Mental
Redes Sociais e seu Impacto na Saúde Mental
Como as redes sociais influenciam nossas emoções?
Ao passar dos anos, as redes sociais se tornaram parte do cotidiano de milhares de pessoas ao redor do mundo. Além do avanço das mídias sociais, como do Orkut até o atual Tiktok, a forma nas quais nos comunicamos e interagimos mudou completamente. Essa nova realidade levanta pautas importantes, como a da saúde mental e bem-estar psicológico e sua relação com as redes. Tal vinculação é caracterizada como complexa e multifacetada, gerando inclusive, certa polêmica sobre a sua verdadeira natureza na sociedade.
Para entender mais a respeito da dualidade entre as redes sociais e o bem-estar das pessoas, é preciso analisar aspectos como conceito, origem e objetivos das redes onlines. Segundo dados do artigo "Redes sociais de informação: uma história e um estudo de caso por Gonçalo Costa Ferreira", o termo "redes sociais" ou social network foi utilizado pela primeira vez na história em 1954, quando o antropólogo John Barnes passou a sistematicamente citar essa expressão para mostrar os padrões de laços, incorporando os conceitos tradicionalmente usados, seja pela sociedade ou por cientistas sociais. Redes como Instagram, Twitter e Facebook são exemplos de sites e aplicativos no ambiente online que permitem o compartilhamento de informações entre pessoas e a comunicação e a interação de forma virtual entre indivíduos na mesma plataforma com acesso a internet. Criado em 1997, o site SixDegrees.com é creditado por muitos como a primeira rede social moderna. Isso porque já permitia que usuários tivessem um perfil e adicionassem outros participantes, em um formato parecido com o que conhecemos hoje.
Com a globalização e os avanços tecnológicos do século XXI, as plataformas digitais oferecem a solução perfeita para o problema da distância geográfica, sendo um valioso instrumento de socialização e conexão entre usuários independente do local em que se encontram. Os ambientes virtuais também se destacam na desenvoltura de relacionamentos amorosos, tendo o aplicativo Tinder, mais de 10 milhões de usuários no Brasil, de acordo com a Forbes, em busca de conhecer novas pessoas e marcar encontros. Além disso, no âmbito profissional, plataformas como o "Linkedin", ajudam milhares de pessoas a divulgar seus currículos, procurar vagas de emprego e criar networking, impulsionando trabalhadores capacitados a se conectar com empresas sem precisar sair de casa.
Seguindo a linha de benefícios das redes sociais, é necessário citar 4 aspectos que salientam esses pontos positivos: o apoio social, o acesso a conteúdos diversificados, o engajamento cívico e a democratização do entretenimento.
Analisando a fundo os elementos previamente citados: as redes sociais podem funcionar como plataformas onde indivíduos podem encontrar suporte emocional e psicológico. Elas permitem a formação de grupos e comunidades, espaços que oferecem um ambiente acolhedor, onde as pessoas podem compartilhar suas vivências. As redes sociais também oferecem uma ampla gama de conteúdos sobre diversos assuntos, desde moda e culinária até ciência e política. Essa variedade não apenas enriquece o aprendizado, mas também ajuda na formação de opiniões e permite que as pessoas se mantenham atualizadas sobre uma infinidade de temas. Além disso, as redes sociais são essenciais para a mobilização em torno de questões sociais e políticas, pois elas oferecem aos usuários a chance de disseminar informações sobre eventos, campanhas e iniciativas, incentivando o ativismo. Por fim, as redes sociais oferecem uma infinidade de opções de entretenimento, incluindo memes, vídeos curtos, desafios virais e transmissões ao vivo. Essa diversidade mantém os usuários envolvidos e proporciona uma pausa divertida em seu dia a dia.
Contudo, apesar de todas suas vantagens listadas, as plataformas digitais de comunicação também possuem diversos malefícios, principalmente voltados à saúde mental da população, sendo capaz de gerar transtornos como ansiedade, insônia, isolamento, obsessão com o corpo e comportamentos agressivos, caso não administradas com cautela. Para examinar melhor a temática e buscando entender perspectivas diferentes, conduzi duas entrevistas, no formato online, com uma profissional formada em psicanálise e uma estudante que escolheu desativar uma de suas redes.
Durante nossa conversa, quando perguntada o porquê de ter desativado sua conta em uma das plataformas digitais, a estudante de 20 anos, Luana Gouvêa, explicou que sentiu que se livrou de um fardo quando desativou sua conta no instagram, pois na época, 3 anos atrás, ainda tinha uma visão muito imatura sobre redes sociais se sentia sempre tomada por muita distração e ansiedade. Gouvêa complementou, "Hoje, com 20, costumo dizer que é uma decisão da qual eu não me arrependo e nem volto atrás". Luana também destacou o motivo pelo qual escolheu apenas uma rede e não todas, a jovem afirmou que o constante bombardeio de fotos e vídeos de pessoas da sua idade,
aparentemente "curtindo a vida", saindo de casa todos os finais de semana, e etc, começou a gerar um fenômeno conhecido como FOMO(Fear of Missing Out), traduzido para o português como medo de ficar de fora" onde impera-se um sentimento de apreensão por estar perdendo ou deixando de aproveitar, além de própria ansiedade, o que não acontecia em mídias como tiktok ou twitter.
Continuando a trama, mas em um conversa diferente, com uma abordagem qualificada, a psicanalista Marcela Ranier afirmou que a influência das redes sociais na saúde mental é muito forte, principalmente em adolescentes, que estão buscando se identificar com algo ou alguém, e acabam usando os ambientes virtuais como forma de escape para o que está acontecendo na vida real. Ao falar do instagram, Marcela também relatou que o que é visto são apenas recortes da realidade, uma vida fragmentada, que não se deve deixar ser seduzido pela ilusão de que o que é mostrado é verdadeiro, pois essa comparação sim, pode acabar desencadeando futuramente em algum tipo de transtorno, como ansiedade generalizada. Ademais, a profissional também ressalta que, por mais que as novas tecnologias tentem substituir o contato e a comunicação humana, já que há uma demanda de pessoas que precisam buscar esses tipos de relações de forma virtual, muitas vezes como último recurso, por se sentirem sozinhos, o presencial, estar cara a cara e realmente viver no momento são inigualáveis e têm o poder de revigorar o bem-estar de um indivíduo.
Antes de finalizar o enfoque de agravos que as mídias sociais trazem para vida das pessoas, é necessário abordar a temática do cyberbullying, conhecido como a prática de bullying realizado por meios digitais, onde o agressor utiliza a tecnologia a seu favor para assustar, envergonhar, depreciar a imagem e incitar ódio e violência a vítima. As consequências dessa prática são consideradas graves, afetando a autoestima, provocando sentimentos de pânico e apreensão em quem está sofrendo, além de depressão severa e em casos extremos até a morte. Esse desempenho é extremamente atual, e em 12 de janeiro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.811/2024 que inclui o bullying e o cyberbullying no Código Penal e eleva a pena de crime contra crianças e adolescentes.
Por fim, após um extenso estudo e análise a respeito dos impactos que as redes sociais possuem na saúde mental das pessoas, compreende-se que não se pode caracterizar o uso das mídias como 100% positiva ou negativa, pois, existem questões consideradas como fatos importantes em ambos os lados. Para navegar de forma segura em plataformas digitais é necessário o uso do senso crítico antes de tudo, assim como estabelecer limite de uso, e regrar o que vai ser exposto em seu perfil, e que tipo de conteúdos você escolher interagir, sempre se mantendo atento.
Por: Ana Beatriz Austregésilo Albuquerque
Texto IA (Ana Alícia)
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