sábado, 30 de novembro de 2024

Crônica subjetiva - Quase.

 Romance adolescente é uma coisa tão boba, porque eu nem sabia se te amava, mas enquanto olhava nos teus olhos jurava que iria te encontrar no altar e ser eu par perfeito. Acho ate que tentamos muitas vezes fazer "aquilo" se tornar "algo", a distância e as ocupações nos sabotaram de tal forma que hoje tenho medo delas. Gostava tanto de você, mas não quero lembrar, não quero lembrar de como seus olhos brilhavam, não quero lembrar de como me abraçava, não quero lembrar da ternura que eu sentia quando você me chamava de "querida", não quero lembrar do teu perfume, não quero lembrar do teu beijo, não quero lembrar do teu sorriso e não quero lembrar de como eu achei que era você. 

Passava nas ruas, observavas as casas e me perguntava, como seria a nossa ou como seria nossa vida. Teríamos gatos ou cachorros ? Iriamos passar o natal na sua família ou na minha ? Quem iria cozinhar ? Ano novo iriamos viajar ? Teríamos filhos ? o engraçado era que eu nunca quis filhos e nem quero, mas enquanto estava com você eu sonhava com uma menininha cujo o nome não tivemos tempo de dar. 
Eu quero te esquecer mas quero que lembre de mim. 

Esse texto te coloca num pedestal que sempre foi seu por direito mas te recusei ele varias vezes, o do meu primeiro amor. Você fez parte da minha vida, viveu na minha história, você foi quase um grande capítulo no meu livro, queria que tivesse encerrado este capítulo com algum desfecho forte, algo que me fizesse te odiar, mas você resolveu ir embora de forma amável, tornando ainda mais difícil te esquecer. Oque tínhamos nasceu tão de repente que eu achava que morreria da mesma forma, mas você volta as vezes para me assombrar e bagunçar minha mente, só que desta vez você voltou um pouco tarde.
Escrevi para ver se te colocando em palavras você deixa meus sonhos em paz, e para meu próprio bem espero que este texto caia em meu esquecimento. 

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