segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Artigo jornalístico- Atentado contra Carlos Lacerda e sua relação com o governo de Bolsonaro

 O segundo governo de Vargas já vinha sofrendo duras criticas de seus opositores, sendo o maior deles,  Carlos Lacerda, um jornalista que utilizava de seu jornal fundado em 1949 , Tribuna da imprensa, para fazer criticas diárias, muitas sem embasamento, e por causa disso se tornou um grande alvo dos aliados de Getúlio Vargas. Assim por causa do momento delicado do politico, resolveram dar uma fim no maior crítico do governo. 

Então, foi planejada uma missão para matar Carlos Lacerda. O ataque aconteceu em 5 de agosto de 1954 e fracassou. A missão aconteceu na Rua Tonelero, no Rio de janeiro e acabou resultando na morte de Rubens Vaz, guarda-costas de Lacerda e major da força aérea. O atentado  e a morte do major foram um completo desastre para o governo de Vargas. Houveram investigações conduzidas pela Aeronáutica a fim de saber oque acarretou a morte de seu major, assim, chegaram no nome de Gregório Fortunato, motorista e chefe de segurança de Vargas, que teria sido mandante do atentado contra Carlos Lacerda 

O ataque mostra-se claramente como um ato de censura não só contra o  jornalista em questão, mas a imprensa como um todo. Embora todo o peso do ataque tenha caído sobre Getúlio, em entrevistas nos dias seguintes, Vargas deu a entender que não sabia do plano de Fortunato para matar Lacerda, inclusive ele diz entrevistas que se sentia traído com o acontecimento e declarou: 'sinto que estou no meio de um mar de lama'. Mesmo não sabendo das ações do seu chefe de segurança, Vargas foi responsabilizado pelo crime.

O episódio pode ser visto como um exemplo de como o poder estatal, em determinados períodos, recorre ao uso de ações violentas ou ameaçadoras para garantir sua estabilidade, suprindo aqueles que se opõem a ele.

Baseado no fato histórico, conseguimos fazer relação com um governo recente, o de Jair Bolsonaro. A relação entre os dois governos se faz presente em diversas situações, as duas figuras no poder tentam derrubar a oposição e a liberdade de expressão utilizando de intimação, retórica agressiva e acusando constantemente seus críticos de serem inimigos do Estado. Durante o governo Bolsonaro, houve uma série de episódios de ataques verbais contra jornalistas, opositores e manifestações de descontentamento popular, criando uma linha de polarização e intolerância politica. Ao igualar seus opositores a inimigos da nação, Bolsonaro seguiu uma linha de pensamento que remota a períodos históricos onde governos tentaram silenciar ou desacreditar as crítica, uma prática presente no contexto do atentado.

Tanto o atentado quanto o governo de Jair Bolsonaro exemplificam como em períodos de crise e polarização, o poder do Estado pode ser utilizado para restringir a liberdade de expressão e silenciar a oposição política, criando assim, um ambiente de censura e perseguição. 



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