Comentário sobre o que mais me interessou na palestra de lançamento do livro “Pedro, quase invisível.”
Logo no início, Alê Oliveira, autora do livro, comentava sobre a importância da preservação dos locais e das pessoas, já que são correlacionados. Ainda deixava claro que é um livro infantil que fala da demolição do prédio São Pedro, mas que, a verdade, é sobre a amizade. Movida por muito sentimento, explicou sobre o processo de criação do livro, que passou por duas gestações durante o período da escrita, mas que não fez nada com pressa.
Ainda no tópico da demolição, citou que “Preservar a cidade, é preservar as pessoas, também”, e essa foi a fala que mais chamou minha atenção. Não porque saiu do óbvio, mas porque nós somos a cidade. Toda cidade tem alma e a alma somos nós, as pessoas que dão sentido, sentimento e corpo, claro, mas, principalmente, alma. É o que mais importa. Nós fazemos parte da história da cidade e a cidade faz parte da história de cada um.
Isso ficou ainda mais claro depois que uma das alunas que fotografaram para o livro e uma das suas fotos inspirou uma das ilustrações do livro, falou que aquele era um “projeto cheio de alma”, onde me fez acreditar ainda mais no significado do livro, no sentido que inspirou tudo, desde a escrita, até as ilustrações. Afinal, não poderíamos esperar nada menos de um projeto feito por uma professora jornalista e alunos engajados.
A minha experiência foi singular, me fez acreditar ainda mais de que escolhi o curso certo. Não só pelo local aconchegante, no estúdio de fotografia, com pufs, luzes coloridas e exposição das fotos do Edifício São Pedro, mas porque tudo ali demonstrava o sentimento intenso e genuíno dado pelo projeto, ou melhor, doado. Doado porque tudo é doação, do tempo, da criatividade, do descanso, dos sentimentos e da alma, claro.
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