Nuvem negra
Era final de Janeiro, e começava a tão demorada época de chuvas. Incômodo pra muitos, agradável para outros, agridoce para a maioria - afinal, ela é muito bem vinda quando se está no conforto de sua casa, mas, se estiver forte ao ponto de cair a energia, passa a ser um problema.
Para ela, num geral, era sinônimo de conforto. Uma oportunidade em cheio para fazer o que mais gostava: revisitar memórias, seja em fotos e vídeos, ou consigo mesma, no mais profundo de sua mente.
De relance vinham as lembranças da infância, de como tudo passou tão rápido, das decisões que tomou, dos eventos que marcaram - e que, por mais que ela sempre se lembre, é como se fosse pela primeira vez - e de tudo que a moldou para ser quem era.
No entanto, uma vez que tinha as memórias doces, elas acabavam e, com isso, surgia seu pior inimigo: a mente vazia. Uma nuvem negra que, não apenas se instaurava e trovoava ao lado de fora, mas também se mostrava presente em seus questionamentos. Perguntas sobre porquê, como, o que foi - e o que não foi, mas poderia ter sido - e assim em diante.
Quando a energia voltou e já se escutava os barulhos das ruas, ela sacudiu a cabeça para retomar a rotina e deixar que o nublado permanecesse somente do lado de fora da janela, mas, não adiantou. Sua mente persistiu em reviver, mais uma vez, tudo de novo.
Seria uma longa temporada de chuvas.
Para ela, num geral, era sinônimo de conforto. Uma oportunidade em cheio para fazer o que mais gostava: revisitar memórias, seja em fotos e vídeos, ou consigo mesma, no mais profundo de sua mente.
De relance vinham as lembranças da infância, de como tudo passou tão rápido, das decisões que tomou, dos eventos que marcaram - e que, por mais que ela sempre se lembre, é como se fosse pela primeira vez - e de tudo que a moldou para ser quem era.
No entanto, uma vez que tinha as memórias doces, elas acabavam e, com isso, surgia seu pior inimigo: a mente vazia. Uma nuvem negra que, não apenas se instaurava e trovoava ao lado de fora, mas também se mostrava presente em seus questionamentos. Perguntas sobre porquê, como, o que foi - e o que não foi, mas poderia ter sido - e assim em diante.
Quando a energia voltou e já se escutava os barulhos das ruas, ela sacudiu a cabeça para retomar a rotina e deixar que o nublado permanecesse somente do lado de fora da janela, mas, não adiantou. Sua mente persistiu em reviver, mais uma vez, tudo de novo.
Seria uma longa temporada de chuvas.
Nome: Isadora Vieira Cavalcanti
"crônica sobre um dia de chuvas". - Jornalismo 2025.1
07/03/2025
Bela crônica lírica. Simples mas profunda, com um sentimento mesclado sobre o nosso passado que temos que aprender a lidar. Bom trabalho, me identifiquei nele!
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