Sonho.
Hoje, ao alvorecer senti uma vontade imensa de continuar regozijando a plenitude do meu tão amado sono e retornar aos entrelaços de meus devaneios. Mas não foi possível.
Não sei porque ainda insisto nessas ideias, pois o meu outro eu, coadunado aos raios de sol vencem de forma contundente os resquícios de melatonina ainda compulsando minha fragilizada alma.
As gotículas que caem do chuveiro informam escancaradamente que o tempo passa galopante e cruel – ainda bem que tenho ducha quente!
Bem depressa, olho a escova dental e sou permitido a encarar meus dentes pela primeira vez naquela manhã – ufa! Ainda bem que eles são brancos e eu não tenho que perder muito tempo escovando.
Agora estou me vestindo rápido e observando a hora do ônibus – são cinco e quarenta e eu não tomei café.
Bem rápido saio de casa sem minha refeição matinal e caio em um abismo escuro e frio sem pedir socorro.
Somente nesse momento é que acordo -Que pesadelo horrível!
Olho o relógio e ele quase extinguindo, sussurra : tique-taque, tique-taque tique-taque, acabou a corda.
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