Resenha de Mil Vezes Boa Noite
O filme Mil Vezes Boa Noite, produzido em 2013 sob a direção de Erik Poppe, conta a história de Rebecca, uma fotógrafa de guerra apaixonada por seu trabalho, mas que se encontra em um impasse: deveria ela focar em sua família, que anda preocupada com o bem-estar dela na linha de frente de tantos conflitos, e abandonar sua profissão, ou deveria ela continuar a seguir sua carreira, fazendo aquilo que ama ao expor a realidade do mundo às massas, mas sabendo que isso poderá eventualmente magoar aqueles que mais ama?
O longa de 117 minutos de direção conta com uma narrativa sólida, com uma estrutura coerente, e direção excepcional, de cinematografia bem-produzida e impactante, com personagens marcantes que realmente lhe fazem refletir "o que eu faria se estivesse no canto deles?", tudo isso graças à atuação excelente de Juliette Binoche (Rebecca), Nikolaj Coster Waldau (Marcus) e Lauryn Canny (Steph), que conseguiram encarnar seus personagens muito bem.
Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas. A escassez de cenas leves torna a atmosfera do filme ainda mais pesada e um pouco cansativa às vezes, podendo inclusive tornar-se um gatilho para os fracos de coração, com algumas cenas fortes devido aos diálogos e/ou às mensagens implícitas nas próprias ambientações e ações dos personagens.
Mesmo assim, o filme é, sem dúvida, extremamente bem produzido e uma experiência sem igual, que de fato lhe faz abrir a mente para pensamentos de natureza mais crítica e reflexiva. Vencedor de três prêmios Amanda (Melhor Filme Norueguês, Melhor Música e Melhor Fotografia), o filme realmente faz jus à experiência excepcional que promete.
Mariana Rodrigues
30/08/2024

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